terça-feira, 17 de novembro de 2009

PARA BANDIDO, TUDO... - postagem: Luiz Carlos Nogueira

29/10/2009 - 19h37

PARA BANDIDO, TUDO...

Policial e militar deve ser proibido de ter arma particular: só bandido pode. (Editorial - Movimento Viva Brasil)

PARA BANDIDO, TUDO...


Em entrevista à CBN, Rubens Cesar Fernandes, o paladino do desarmamento e presidente do Viva Rio (foto ao lado), defendeu a proibição de armas particulares para policiais.

Começando pelo cabalístico número de armas no país: 17 milhões de armas, segundo ele, número que vem sendo apresentado desde 2003 e jamais foi demonstrada a metodologia para se chegar neste mágico número.

Novamente o Sr. Fernandes joga nas costas da população a culpa pela criminalidade, afirmando que a arma que está nas mãos dos bandidos é fornecida pelo trabalhador, pelo pai de família...

E não para por aí, o mais grave fica por conta em afirmar, sem provar, que 40% das armas de calibre restrito vem das mãos dos atiradores, colecionadores, POLICIAIS e MILITARES, simplesmente por serem contemplados com a possibilidade de comprar tais armas diretamente da indústria. Vai mais longe, afirmando que é “um absurdo um policial comprar 4, 6, até 8 armas”! Como se isso acontecesse, no Brasil...

A compra de armas de calibre restrito por parte de policiais é extremamente rigoroso e controlado podendo o policial adquirir apenas UMA ARMA DE CALIBRE RESTRITO. A solução para esse “absurdo” - nas palavras do Sr. Fernandes - é simples: “O POLICIAL DEVE SER PROIBIDO DE TER ARMAS PARTICULARES E DE COMPRAR ARMAS DIRETAMENTE DA FÁBRICA”.

Não é de hoje que o Movimento Viva Brasil avisa que, como diz o ditado popular, “pau que bate em Chico bate em Francisco”. Como ele mesmo afirmou na entrevista, o cidadão já está praticamente impossibilitado de comprar armas, agora falta desarmar os policiais.

Tergiversou ao ser perguntado pela repórter sobre o recadastramento de armas, simplesmente não respondeu, ou seja, mais uma vez fica claro que para eles é muito melhor que o maior número possível de cidadão seja jogado na ilegalidade após o fim do prazo de recadastramento, que se encerra em dezembro deste ano...

A culpa, de acordo com o presidente do Viva Rio, é de todo mundo, menos do bandido... Bom, mas o que esperar de uma ONG que luta pela liberação das drogas, penas alternativas e é contra a punição de criminosos menores de idade?

Cada policial, cada cidadão, cada atirador ou colecionador, além das associações e sindicatos policiais deve cobrar de nossos deputados que o Sr. Rubens seja chamado para se explicar e provar que o policial e o militar são os culpados pelo descalabro da segurança pública em todo o país. Para os bandidos, tudo! Para a cidadania, nada!

Matéria publicada no Site Vote Brasil, Coluna de Caio Martins(Clique aqui para conferir)

http://www.movimentovivabrasil.com.br


terça-feira, 21 de julho de 2009

Lula admite que Brasil carece de políticas públicas de combate à violência

CHRISTIAN BAINES
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Ao comentar o estudo divulgado hoje sobre índices de homicídios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o país ainda carece de políticas públicas de combate à violência. "Acho que ainda faltam muitas políticas públicas para que a gente comece a enfrentar o problema da violência", disse.

Leia a íntegra do IHA - Índice de Homicídios na Adolescência

O presidente, porém, defendeu os investimentos do governo e disse acreditar que só com desenvolvimento econômico será possível combater a violência.

São Paulo tem 9 municípios com taxa zero de homicídio entre adolescentes
Foz do Iguaçu (PR) lidera ranking de homicídios entre adolescentes no país
Gilberto Dimenstein: Por que tantos jovens são assassinados

"No PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] temos um investimento importante nas favelas pensando no jovem. Estamos fazendo um trabalho no caminho certo. Esse é o caminho para tentar recuperar a juventude brasileira", disse.

Ele disse ainda que é necessário dar educação e oportunidade de trabalho ao jovem para que ele tenha esperança de uma vida melhor.

"O investimento que temos feito na educação é extraordinário. Só o ProUni já tem 545 mil jovens estudantes. Neste ano, colocamos 227 mil jovens nas universidades. Nós temos as escolas técnicas que vão ajudar muito a juventude brasileira. E eu peço que, na outra parte, a gente tem que gerar desenvolvimento econômico para gerar a possibilidade desse jovem trabalhar."

Em parceria com a Unicef e o Observatório de Favelas, o governo federal divulgou um estudo hoje que prevê o homicídio de mais de 33 mil adolescentes entre os anos de 2006 e 2012.

De acordo com o levantamento, de cada mil adolescentes que completam 12 anos no Brasil, 2,03 são mortos por homicídio antes de completar 19 anos. Foram analisados dados de 2006 de 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes.

Em números absolutos, a capital paulista é o município com o segundo maior número de mortes de adolescentes entre as capitais, com 1.992, atrás apenas da cidade do Rio de Janeiro, que tem 3.423 mortes.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Tarso Genro diz que não vai antecipar envio de tropas ao RJ

De acordo com a rádio CBN, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje, que a execução de sete pessoas na favela do Barbante, na zona Oeste do Rio de Janeiro, não vai fazer o governo antecipar o envio de tropas federais para a cidade, porque esse caso, é uma questão de segurança pública.

CBN

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Uso das Forças Armadas nas eleições do Rio é questão de ordem institucional, diz Tarso



Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro fala aos jornalistas na abertura da 3ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Cultural

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Valter Campanato/ABr



Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro fala aos jornalistas na abertura da 3ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Cultural
Brasília - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje (19) que o envio de integrantes das Forças Armadas à cidade do Rio de Janeiro nas eleições não representa uma questão de segurança pública, mas de ordem institucional na capital fluminense.

“Uma coisa é a utilização das Forças Armadas para a segurança pública no Rio de Janeiro, que a lei e a Constituição prevêem que isso pode ocorrer a partir de um pedido do governador. Nesse caso, não é essa a questão. Existe uma manifestação do Tribunal Superior Eleitoral [TSE] tratando da garantia para o processo eleitoral.”

Em entrevista após a cerimônia de abertura da terceira reunião ordinária do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), Tarso confirmou que vai conversar ainda hoje com o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, para checar com que ações o Ministério da Justiça pode “colaborar”.

“Isso não é da nossa competência, mas do TSE. No caso de as Forças Armadas aportarem no Rio de Janeiro para dar garantias ao processo eleitoral, elas ficarão subordinadas às ordens do TSE e não à qualquer solicitação do Ministério da Justiça”, esclareceu o ministro.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Brasil é onde o povo se sente mais inseguro - Conclusão é de estudo divulgado ontem pela ONU

* Segundo o relatório, a criminalidade cresceu 70% na América Latina em 20 anos. No Brasil, a cada dia, 100 pessoas são mortas a tiros.

(Correio Brasiliense - Sinopse Radiobrás)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Distrito Federal: Região de Brasília terá presídio-escola

Brasília, 28/09/2007

Unidade penal para jovens vai oferecer aula de alfabetização, ensino fundamental e médio em uma das áreas mais violentas do país

Crédito: Agência Brasil/ Marcello Casal
Municípios que compõem a RIDE
Abadiânia (GO)
Água Fria de Goiás (GO)
Águas Lindas de Goiás (GO)
Alexânia (GO)
Brasília
Buritis (MG)
Cabeceiras de Goiás (GO)
Cabeceira Grande (MG)
Cidade Ocidental (GO)
Cocalzinho de Goiás (GO)
Corumbá de Goiás (GO)
Cristalina (GO)
Formosa (GO)
Luziânia (GO)
Minoso de Goiás (GO)
Novo Gama (GO)
Padre Bernardo (GO)
Pirenópolis (GO)
Planaltina de Goiás (GO)
Santo Antônio do Descoberto (GO)
Unaí (MG)
Valparaíso de Goiás (GO)
Vila Boa (GO)
Conheça o projeto
Saiba mais sobre o Projeto de Cooperação Técnica: Segurança Cidadã, ao qual estão ligadas as ações do PNUD de apoio ao combate ao crime na RIDE.
Leia também
Combate ao crime no DF vai mirar jovens

DF pode ter pacto social contra o crime
da PrimaPagina

O Ministério da Justiça prevê investir R$ 10 milhões na construção de um presídio especial para jovens na região de Brasília, que oferecerá aulas de alfabetização, ensino fundamental e médio. O projeto prevê que o local seja equipado com biblioteca, laboratório de informática e consultório médico. A idéia é que cada três dias de estudo abatam um dia da pena, como propõe um projeto de lei do governo ainda em análise no Congresso.

A unidade prisional deve ter 400 vagas e será voltada a pessoas com entre 18 e 24 anos. Ainda não foi definido em qual dos 23 municípios da RIDE (Região Integrada do Distrito Federal e Entorno, composta por Brasília e por cidades de Minas Gerais e Goiás) ela será instalada. A região apresenta um dos índices de violência mais altos do país, segundo a SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Publica).

A oferta de formação aos detentos segue padrão definido pelo PRONASCI (Programa Nacional de Segurança e Cidadania), que prevê ações para controle da violência em 11 regiões metropolitanas do Brasil. O programa vai priorizar o Rio de Janeiro e o entorno do Distrito Federal, por apresentarem altos índices de violência. Foi na região de Brasília, no município de Cidade Ocidental, que o jornalista Amaury Ribeiro Júnior foi baleado, em 19 de setembro. Repórter do grupo Diários Associados, ele preparava uma série de reportagens sobre a violência na região.

Os recursos para a construção da unidade prisional fazem parte de um investimento do governo federal de R$ 27 milhões no entorno de Brasília. Desse total, R$ 17 milhões serão repassados pelo Fundo Penitenciário Nacional e R$ 10 milhões pelo Fundo Nacional de Segurança Pública. A verba deve ser liberada até o final de 2007, e o presídio deve ser entregue um ano depois das obras iniciadas. Consultores do PNUD ajudaram a fazer o diagnóstico sobre o a insegurança da região.

O dinheiro será usado ainda na finalização das obras das cadeias públicas dos municípios de Aparecida de Goiânia e Pirenópolis, em Goiás. Além disso, foram doadas 56 viaturas usadas nos Jogos Pan-americanos. O entorno de Brasília também vai receber um helicóptero.

As ações de segurança também vão incluir a atuação da Força Nacional, como uma medida emergencial de combate à violência. Um contingente de 500 policiais deve chegar a Brasília nos próximos 30 dias — 130 deles já nesta sexta-feira. Eles devem permanecer por seis meses, concentrando-se em Luziânia, Valparaíso de Goiás, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Formosa, Planatina de Goiás e Cidade Ocidental, todas integrantes da RIDE.

Fonte: PNUD

http://www.pnud.org.br/seguranca/reportagens/index.php?id01=2780&lay=jse

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Pedro Porfírio insurge contra a violência letal e sistêmica






A BANALIZAÇÃO DA MORTE

MINHA COLUNA NO JORNAL POVO DO RIO DE 11 DE SETEMBRO DE 2007




(Enviado por Pedro Porfírio, via e-mail)



Desculpe, mas este 11 de setembro me leva a uma reflexão sobre um dos fatos mais preocupantes de nossos dias - a banalização da morte entre nós.

Refiro-me ao 11 de setembro por conta de dois acontecimentos trágicos que causaram muitas mortes e tiveram grandes repercussões no mundo.

Em 1973, liderados pelo general Pinochet, militares golpistas derrubaram o governo constitucional do presidente Salvador Allende, provocando uma grande matança, que incluiu o bombardeio do palácio presidencial, onde o chefe do governo foi morto com vários de seus colaboradores.

Em 2001, dois grandes aviões comerciais seqüestrados por suicidas do grupo de Bin Laden derrubaram as chamadas torres gêmeas dos Estados Unidos, provocando um total de 3234 mortos, no mais audacioso ataque já realizado em território norte-americano, desde 1812.

Aqui, não há notícias de morticínios com tantas vítimas. No entanto, a crônica de todos os dias é pautada pela sucessão de assassinatos, numa espécie de sinfonia macabra cada vez mais aterrorizante.

Um carro que entra por engano numa favela é metralhado por bandidos; um líder comunitário é morto de forma perversa depois de denunciar PMs de uma "milícia"; jovens, traficantes ou não, são mortos em grupos pela polícia, em operações violentas. E você, cada vez que sai de casa, vive o medo da bala perdida, de um assalto seguido de morte.

Esses acontecimentos trágicos não são privilégios da cidade do Rio de Janeiro. É certo que os bandidos, cada vez mais jovens, cometem crimes revoltantes.

Mas a polícia não fica atrás. Um relatório da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos revela que as polícias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais mataram quase cinco vezes mais civis do que todas as polícias de todos os estados norte-americanos juntas.

Os números são deprimentes: O Brasil possui um dos indicadores mais altos de violência letal do mundo, com 50 mil homicídios por ano e uma taxa de 28,5 homicídios por cada 100 mil habitantes. Para dar uma noção comparativa basta lembrar que países da Europa Ocidental têm taxas inferiores a 3 mortes intencionais por 100 mil habitantes e os Estados Unidos encontram-se na faixa de 5 a 6 mortes intencionais por 100 mil habitantes. O Brasil passou de 11,7 homicídios por 100 mil habitantes, em 1980, para 28,5 pelos mesmos 100 mil, em 2002, mais do que triplicando a taxa de violência letal e somando quase 700 mil pessoas mortas nesses 23 anos.

Voltarei ao assunto.

coluna@pedroporfirio.com

http://www.tribuna.inf.br/porfirio.asp